Untitled Document
Buscar Notícias
Noticías
Esporte
Conteúdo
Colunas

07/03/2017 às 08h25min - Atualizada em 07/03/2017 às 08h25min
PORTAL ALTOS - Altos(PI)
TAMANHO DA FONTE A- A+
Obstetras são presos por cobrarem R$ 1,5 mil por parto pelo SUS

Dois médicos foram presos em Itaqui, no Rio Grande do Sul, por cobrar para fazer partos e cirurgias pelo Sistema Ínico de Saúde (SUS). Os pedidos, ilegais, começaram há pelo menos 13 anos.

A família da dona de casa Amanda Marques teve que fazer uma vaquinha para juntar os R$ 1,5 mil que o médico cobrou para fazer o parto de Lither, considerado de risco. “Foi constatado que o cordão estava enrolado no pescoço e que era perigoso ele enforcar”, diz a mãe.

Uma gravação feita a pedido da Polícia Federal, na Operação Falso Juramento, comprova a ilegalidade. A mulher grávida conversa com o médico para marcar a cesariana. Ela também pede para fazer uma ligadura de trompas.

Neste caso a internação era pelo Sistema Único de Saúde e o procedimento não poderia ser cobrado. A lei também proíbe a realização de ligadura de trompas durante a cesariana. Segundo a investigação, houve casos em que as pacientes não pagaram e os médicos não fizeram as cesarianas.

“Os médicos se negavam a realizar a cesárea. Mulheres sofreram muitos dias e teve casos identificados de recém-nascidos que faleceram e recém-nascidos que tiveram sequelas graves por terem permanecido muito tempo dentro do útero”, diz Ana Gabriela Becker Gomes, delegada da Polícia Federal.

Foram presos os obstetras José Solano de Oliveira e Alfonso Aquim Vargas. A Polícia Federal informou que as cobranças ilegais eram feitas há pelo menos 13 anos e que os médicos podem ter embolsado R$ 1,6 milhão. Eles vão responder por corrupção, estelionato e realização de esterilização cirúrgica ilegal. Um anestesista e uma secretária também foram indiciados.

O diretor do hospital não quis gravar entrevista. Em nota oficial, afirmou que ficou sabendo do caso pela imprensa e que ainda não teve acesso ao inquérito. Ele ressaltou ainda que repudia qualquer procedimento ilegal e está à disposição das investigações.

Pelos corredores do Hospital São Patrício foram colocados cartazes alertando os pacientes de que a cobrança de serviços pelo SUS é irregular. Os advogados dos dois médicos disseram que não vão se manifestar porque ainda não tiveram acesso ao inquérito. Já a Associação Médica do Rio Grande do Sul informou que é contrária à cobrança financeira por parte de médicos que atendem pelo SUS.

Fonte: G1



Campartilhar essa Notícia:



  OUTRAS NOTÍCIAS
10/05/2019 - Anvisa recolhe lotes de remédio para pressão
08/05/2019 - Jantar tarde e pular café eleva risco de morte em vítimas de infarto
06/05/2019 - Modelo descobre câncer raro e médicos culpam técnica de unha em gel
03/05/2019 - 5 alimentos que comemos mais no tempo frio e envelhecem a pele
02/05/2019 - Dengue: 48% das cidades do Piauí precisam de cuidados redobrados para evitar surto
01/05/2019 - Gêmeas siamesas unidas pelo crânio são separadas em cirurgia de 20 horas em Brasília
30/04/2019 - Saiba a importância da vacinação durante todas as fases da vida
29/04/2019 - Cuidado: hastes flexíveis colocam seus ouvidos em risco
27/04/2019 - Hipertensão afeta um em cada quatro brasileiros adultos
26/04/2019 - Estudos: Cientista cria possível cura para o envelhecimento

 Publicidade
 
ESPORTE CONTEÚDO NOTÍCIAS
 
 
   
   

Portal Altos © 2019 - Todos os direitos reservados